Saturday, June 30, 2007

Tem coisa que só em Caxias

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No Bar do Zeca o banheiro é anti-derrapante:



E panorâmico:


Uma genuína tradição local - que só serve "mediante pagamento adiantado", à americana - estabelecida no mesmo lugar há mais de sessenta anos.

Desde quando aqui nem era cidade.

Friday, June 29, 2007

O meu coração na hora exata de trocar

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Eu sou uma pessoa doente, eu sei.

Às vezes eu mantenho um pote de shampoo com um dedinho de resto por meses só porque me apeguei ao frasco, porque eu acho que ele enfeita o banheiro.

Mas tem também o mal que todos os filmes, livros e músicas me fizeram. Desde muito cedo eu me tornei uma incurável sentimental.

Sério, gente. Se eu não cultivasse um pouquinho de cinismo para contrabalançar teria me suicidado aos doze.

A questão é que a gente tende a mesmo a supervalorizar banalidades e enxergar significados e ritos de passagem nas atividades mais banais e prosaicas.

Por exemplo, hoje eu consegui, depois de quatro anos, finalmente dar o meu carro em troca de um bem mais novo e melhor, equipado com computador de bordo e porta-óculos.

Não é que eu tive de segurar uma lagriminha por ocasião da minha última viagem no vermelhinho?

Lembrei de beijos, amassos, conversas, mudanças,cantorias, pessoas, vômitos e quase tudo o que ele dividiu comigo nesse tempinho.

Uma saudade gostosa do presente, se é que isso é possível.

Espero ser igualmente feliz a bordo do novo possante mas acho que vai ser imposível, quatro anos para frente, ter tanta história para contar.

Thursday, June 28, 2007

HOT HOLE ao entardecer

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Como é bom beber na favela!

Nem Daniel nem Olavo




Pega eu, Antenor!

Happy gay day é pleonasmo?



Um dia o McDreamy chega.

A única obrigação é manter o coração batendo.

Cuidem-se!

Wednesday, June 27, 2007

Algumas verdades inconvenientes

-Al Gore, vulgo Al Bore, ganhou muito dinheiro pelas mais de mil palestras planeta quente afora que deram origem ao premiadíssimo filme.

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A propósito, esse aqui não deve ter ganho prêmio algum, mas eu proponho a criação do troféu anual Pollyanna moça para os roteiros que mais contribuam para que mulheres comuns percam o já escasso senso de realidade que lhes resta.
É certo que um homem "insanely good-looking" como Jude Law jamais baterá à minha porta bêbado e pronto para o sexo.
Muito menos se eu estiver de pijama.
E é razoavelmente impossível que qualquer homem, nem precisa ser ele, se apaixone por qualquer mulher , nem precisa ser a Cameron Diaz, sob essas circunstâncias.
E por que ninguém conta que é muito mais trágico quando as mulheres que ligam para ele são filhas e não outras namoradas?
Uma discussão vazia, eu sei. O Jude Law é mesmo apenas um boneco de cera.
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Desconfio que Ana Paula Arósio não foi maquiada com cores AVON para as fotos da atual campanha. Ou eu fico bonita assim ou quero meu dinheiro de volta, cara promotora.
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Está bastante claro que os playboys que espancaram a doméstica não devem mesmo ir para uma cadeia de verdade porque eles são brancos e fortes e não podem se misturar, como disse o pai de um deles, com quem troca tiro com a polícia.
Eles são muito piores e covardes do que muita gente que não teve muita oportunidade na vida antes de se tornar cliente do sistema prisional.
Diante da complexidade da situação - e eu juro que não estou brincando com coisa séria e sendo irônica - eu sugiro a aplicação do Direito Romano a esse delicado caso.
Não querem pena alternativa? Pois bem , eu proponho que eles se tornem, de forma vitalícia, escravos da Sirley.
Que se mudem para Imbariê e que permaneçam à mercê da vontade dela por toda a vida varrendo chão, limpando banheiro e prestando serviços sexuais num super bordel que, se ela for mesmo esperta, abre pra lucrar com a breve juventude deles.
Estritamente SM.
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Por fim, eu tenho uma longa palestra para apresentar na terça-feira, mas não me consta que a PUC tenha um equipamento tão poderoso quanto aquele do Al Gore. Isso me desestabiliza tanto que no lugar de incrementar minha apresentação em "Power Point mesmo", eu fico aqui, escrevendo blog.

Tuesday, June 26, 2007

Resumo da semana (instantâneos)

Quarta-feira, 12.30, sala da 601

-Tá bonita hoje, professora.
-Poxa... só hoje?
-É que tem uns dias que o teu cabelo tá meio esquisito.
-Esquece meu cabelo. Senta aí pra fazer tua prova.
-Eu não consigo, professora. Eu sou muito imperativo.

Quinta-feira, 23.30, esquina do pecado

Samantha Jones se perguntaria sobre quando deixou de ser vedado a perdedores patéticos guardar menos de três metros de distância de mulheres fabulosas.

No fim das contas, se os bons não param mesmo, ouvir uma cantada original do tipo e-aí-qual-a-boa, pode até salvar a noite.

Sexta-feira, 18.30, tenda da cartomante

Esqueçam Machado de Assis porque a madame da Tijuca tem pinta de gata de praia e manda na lata que não vê qualquer sinal de definição para a sua vida afetiva.
"Ao menos não nos próximos seis meses", é tudo o que ela diz para consolar.

O reality-check é igualzinho ao da manicure:

-Não quer pôr um vermelhão, um Rebu? Pra chamar paixão. Você tá precisando se gostar mais.

Sábado, a noite toda, atrás da porta verde

Você percebe que está ficando velho quando consegue se divertir cozinhando qualquer gororoba metida à besta para seus amigos históricos, que trocaram, quase todos , a cerveja pelo vinho.
O risoto ressecou, o pavê desmilinguiu, mas os copos, honrando a tradição, se mantiveram vazios e as conversas também.
Eu podia escrever horas sobre os prazeres do home entertainment e sobre como seis pessoas podem caber numa mesma cama, mas eles também têm blog.

As histórias e as fotos estão aqui e aqui. Ladrões!

Domingo, 15.45, Never never land

Flanar em volta de uma vida e de móveis que você jamais vai possuir é igualmente maravilhoso e revoltante.
Mas acima de tudo, educativo.

Ah, ainda dá para conferir o evento.

Todo dia, toda hora, em qualquer lugar

O disco novo da Vanessa da Matta não vai fazer a trilha sonora só dessa semana sui generis não.
O meu CD vai furar, eu sei.
Sei também que fui vítima de uma semi lavagem cerebral, especialidade desse moço aqui.
Mas voltando à vaca fria... por que alguém insiste em ouvir Maria Rita num mundo em que Vanessa existe, hein?

Friday, June 22, 2007

Joana no calçadão já!

Acho que tá meio óbvio que eu adoro Paraíso Tropical, né?
A ponto de revirar o You-tube atrás dos capítulos perdidos e especular em mesas de bar sobre os destino dos personagens como se eu estivesse falando da vida dos vizinhos.
Pois bem, não poderia deixar passar em branco uma grita geral entre os fãs da novela.
Não era uma trama sobre prostituição no Rio de Janeiro? Por que ninguém na história roda bolsinha?
Depois da saída do Marone-michê e da ascenção de Bebel, o Jader ficou quase totalmente sem função na trama.
Em que mundo ele usaria um tchuchuco como o Gagliasso só para levar
mostruário de puta para gringo? Até quem não é do ramo percebe a vocação nata do rapaz pro pecado, menos o cafetão.
Torçamos então para que Joana-desiludida-e-descapitalizada reaqueça o mercado dos programas em Copacabana, mesmo que numa linha low-profile , tipo Capitu.
Só sei que quero a putaria de volta.
Enquanto isso a gente aguarda Bebel mostrar sua catiguria no casamento da pobre da Camila.
Adoro capítulos assim, em que todo o elenco se encontra na mesma festa pelos motivos mais absurdos.
Mas isso é papo para outro post.

Thursday, June 21, 2007

Wednesday, June 20, 2007