Tuesday, August 07, 2007

Jordan Knight, sim, muito digno e super válido!

Muito medo de mim mesma e de meus pressentimentos.

Foi só eu falar nos caras ontem para saber hoje que assim como as Spice Girls, os New Kids on the Block também estão de volta.

Na verdade, talvez apenas a Fabi compreenda meu semi-entusiasmo.

Sim, é pelo Jordan. Aquele que não conseguiu ser Justin Timberlake e que virou, em carreira solo, uma one-hit-wonder de segunda linha.

Mas que hit!

Abstraiam a cara de padeiro e admitam que se trata de umas das grandes pérolas pops dos últimos dez anos:


Monday, August 06, 2007

FAIRY tale

Foi ontem na Parada Gay de Duque de Caxias:

Menina: Oi, você é gay ou é hétero?
Menino: Ah, depende do momento.
Menina: Nesse exato momento você é gay ou é hétero?
Menino: O que vier, eu gosto é de beijar.
Menina: Então me beija.

Viveram felizes para sempre.
*
O vídeo não tem nada a ver com a história, mas sim com o post da manhã.

É que a música não saiu da minha cabeça o dia todo.

Pra já começar a semana bombando:


Com muita vergonha, baixinho, no ouvido da Fabi: Jordan Knight , pega eu!

Abre-te, Sésamo: new tramps on the block!

Não gostaria de desapontar a garotada empolgada que está começando a dirigir , mas achei importante alertar os do Rio para um novo golpe de que um amigo e eu acabamos de ser vítimas.

Ontem, na saída do shopping, quando eu abri a minha mala me deparei com um buraco no lugar onde deveria estar o meu pneu reserva.

Não sei onde aconteceu, já que eu não vivo para checar detalhes do meu carro, mas não havia sequer um arranhão nele.

Esse amigo que eu citei nunca pára nos mesmos lugares que eu e a única coisa comum entre nossos carros é o fato de serem veículos zero quilômetro, praticamente uma garantia para o vagabundo de que o pneu, que custa fácil R$400, jamais tenha tocado o chão.

Aparentemente a virgindade ainda é um item muito valorizado em meio à malandragem.

Step by step, eles vão fazendo uma graninha boa até que as vítimas só se dêem conta muito tempo depois, sem a menor possibilidade de que sejam descobertos, já que é praticamente impossível precisar onde exatamente a peça foi subtraída.

Fica o alerta para que vocês sempre chequem a mala ao menos naquelas situações em que a gente entrega a chave na mão de manobristas e afins.

Esse é meu quinto carro - e todos , eu disse TODOS, foram objeto de alguma(s) ação(es) criminosa(s) - e com ele estabeleci um novo recorde: prejuízo alto em pouco mais de um mês.

Com vocês , meu triste retrospecto:

Carro 1: Gol bolinha azul - furtado na porta da minha casa, acabou em sinistro.

Carro 2: Palio vermelho - assaltado na porta de casa, reaparecido. Arrombado em seguida na porta de casa de novo. Som levado mais prejuízos com o painel e vidros.

Carro 3: Palio azul - meu primeiro carro zero, comprado em abril e levado num assalto às dez da manhã na porta de uma clínica em agosto do mesmo ano. Sinistro.

Carro 4: Palio vermelho- vidros quebrados duas vezes em tentativas frustradas para levar o som. Uma vez na Lapa e uma vez na Av. Rio Branco.

Carro 5: Palio grafitti - debutou na violência quase que ímediatamente após sair da loja, com a incrível história do pneu roubado da mala sem arrombamento, por mágica...pelos comparsas de Ali Babá.

Saturday, August 04, 2007

CATIGURIA

-
Você começa a perceber que tem um problema quando consegue improvisar, em segundos, um look Pimps'n'Whores para uma festa temática só com ítens básicos de seu guarda-roupa.

Sem precisar pedir um acessório sequer emprestado.

Portaria, aqui me tens de regresso


Indo:

- A senhora quer ver uns tênis que eu tô vendendo? Coisa boa.
-Ih, deixa pra outra hora, tô atrasada.

Voltando:

- A senhora vai ver os tênis agora?
- É que eu não uso tênis.
-Mas isso é motivo pra não olhar?
- É que eu tô com pressa.
- De novo? Vive correndo. Vai acabar enfartando...nova, nova.

Eu fiquei com medo de verdade.

Alegria de pobre

Ele é meigo. Ele é engraçado. Ele me elogia. Ele quer me ver.

Ele mora longe, claro. E precisa voltar para casa rápido.

O que gera um conflito tipicamente Jack Bauer: trocentas coisas a serem feitas em 24 horas.

E eu preciso correr porque, com sorte, ainda são mais dois episódios.

Me ressinto de cada minuto que eu preciso passar em companhia de pessoas desnecessárias.

O que não é o caso de nenhum de vocês, para quem eu desejo um excelente fim-de-semana.

Friday, August 03, 2007

PARA GOSTAR DE LER

Adorei o dever de casa que a Vivien me deixou no blog.

Falar de livros é sempre um prazer para mim.

Já ganhei com eles dinheiro, insights e amigos.
Viajei no tempo e a todos os cantos do mundo sem sair do meu quarto.

No entanto, reduzir as obras que mais me influenciaram a apenas cinco é praticamente impossível.

A lista que segue é só uma tentativa já de antemão frustrada:

1. Primeiro as damas

Eu li o conto que dá o título à coletânea talvez na quinta ou na sexta série e me senti fielmente retratada pela menina que segue agarrada ao livro como se fosse seu amante. Trata-se de uma das imagens mais bonitas da Literatura Brasileira.
Uma reles atividade de livro didático me levou a outras leituras e ao encontro com Felicidade Clandestina e com Clarice Lispector, uma das autoras que mais me tocam mesmo em seus textos mais elaborados e herméticos.

Mas foi a simplicidade de um conto curto que me preparou para eles. E acho que para todos os livros da minha vida.

2. Ai, a língua...

Eu sempre reluto em reduzir Luís de Camões a listas de autores apenas fabulosos porque se trata, para dizer o mínimo, do homem que inventou o nosso idioma, o que o coloca num patamar quase inatingível.

Além do primor formal, eu que já li Os Lusíadas mais de dez vezes sempre descubro uma faceta lírica diferente nesta epopéia cheia de peripéciaas que eu acho que só não filmaram ainda por preguiça. De ler.

O livro ganhou injusta fama de chato, mas funcionar cognitivamente nesse momento da língua pode ser um exercício fascinante.

As loucas aventuras de Vasco da Gama em direção às Índias ficam de bônus.

3. Oh, captain, my captain!

Admito que cheguei ao Walt Whitman como toda adolescente-mediana-metida-a-informada da década de 80: através do filme Sociedade dos Poetas Mortos.
Eu vivia escrevendo versinhos dele na minha agenda brega e eles figuravam ao lado da mais baixa sabedoria de roviária na linha Alberto Brizola.
Foi só na faculdade, quando eu já tinha Inglês e maturidade suficientes para sorver Folhas da Relva é que as reflexões do Whitman sobre o extraordinário da vida comum passaram a fazer mais sentido para mim.

O livro acabou se firmando mesmo como meu manual de auto-ajuda, ao qual eu sempre recorro em momentos de tédio ou insatisfação com a minha existência.
Adoro abrir ao acaso e ler um verso qualquer.

E também ler de cabo a rabo, uma vantagem do volume único, que reúne toda a obra poética do autor.

4. Holden Caulfield c'est moi.

Nem Madame Bovary nem Capitu. Minha alma gêmea ficional é o protagonista de O Apanhador no Campo de Centeio em toda a sua amargura e inadequação.

Esse livro me influenciou tanto que houve uma época da minha vida em que eu praticamene só falava em Holdenês. No duro. Acho até que nunca perdi essa mania cretina.

É que foi um choque muito grande para mim quando, aos dezesseis anos, eu descobri que eu não era a única alma incompreendida no mundo.

Obviamente, fui levada a degustar mais J.D.Salinger e até reconheço que ele escreveu coisas melhores - uma obra bastante subestimada em função do fenômeno que se tornou O Apanhador - mas sem o mesmo impacto.

Até hoje meu sonho de turista é ir a Nova York e refazer o trajeto do Holden à pé.

5. Cota

Eu não podia me despedir sem citar o maior autor vivo da Língua Portuguesa.
Ele mesmo, o Luís Fernando Veríssimo.
Não seria lógico deixar de prestigiar a crônica nessa seleção. Gênero menor, my ass!
A verdade do mundo está toda nas Comédias da Vida Privada e é esse, em suma, o livro que eu queria ter escrito.

Nesse mesmo tom debochado e direto de conversa de bar.
Pena que esse blog bobo seja tudo de que eu sou capaz.

*

Me despeço tristíssima e de joelhos diante da genialidade de Machado de Assis, Oscar Wilde, Fernando Pessoa, José Saramago, Emily Dickinson, Gabriel Garcia Marquez, Caio Fernando Abreu, e tantos outros que eu amo e precisei deixar de fora.
*
Mais fácil foi pensar nas pessoas para quem eu vou entregar o bastão.
Esses aqui vão adorar:
Pedrita, para quem vai ser rotina.
Marion, que é super disciplinada.
Wans, que vai sofrer para se decidir.
Cris, que vai multiplicar.
Gileade, como um cartão de boas-vindas à blogosfera.
E, claro, quem mais quiser.

Thursday, August 02, 2007

2000 homens e sempre o mesmo segredo

Deu no e-mail às 08.15:

"Oi, Andrea, não esqueça que amanhã, dia 03/08, é a nossa reunião de equipe!"

Ass. Ando Meio Desligado...

Deu no e-mail às 10.45:

"Oi, Andrea, sabe se amanhã, dia 03/08 vai ter reunião????"

Ass. Ando Meio Desligado...

Wednesday, August 01, 2007

Nem tão longo e tenebroso assim

Lá no pé da Serra, onde eu trabalho, os moleques nem ousam mais pedir para sair de sala de cinco em cinco segundos.

Os mosquitos gigantes que nos apavoravam também se recolheram.

E ainda tem:














































































Diet-friendly strictly!

Meio cheio ou meio vazio?

Já andei falando de inferno astral com convicção.

Hoje, talvez movida pelas revolucionárias lições do livro que eu não li, eu penso que é muito mais o medo de envelhecer que vai minando as nossas energias ao ponto de duas ou três coisas que iam bem começarem a dar errado.

Bem conveniente culpar o Zodíaco.

Minha energia Poliana, no momento, só me permite acreditar que se as coisas não saíram exatamente como eu planejei no passado é porque talvez o plano é que estivesse errado e não o agora.

E que agosto será um mês fabuloso.

Hoje vai passar Dirty Dancing na Sessão da Tarde. Deve ser um sinal.

Chega à noite à cidade um homem que eu imaginava irreversivelmente exilado na Ilha-dos-bons-partidos-perdidos-por-Andrea.

Em remotas eras ele garantiu que ligaria... e ligou agora. É um sinal?