Não tem meio-termo. Água gelada para beber ou quente para a cuia. Brigam e se amam com a mesma intensidade. Foi gostoso encontrar um clima de rivalidade tão às claras em Porto Alegre. Só falavam nisso e até pintaram o meio-fio, ou como quer que eles chamem:
Uma cidade que corre mas sabe parar no fim dos enormes dias de verão para uma conversa fiada, uma Polar ou um chimarrão.Na Redenção ou simplesmente aos pés do espetáculo que é o pôr-do-sol no Guaíba.
Não vi uma bichinha sequer em Pelotas, um destino turístico tristemente subestimado.
As ancestrais charqueadas, para quem não sabe, ainda estão intactas e abertas à visitação. A catedral e as avenidas largas contam o quanto aquela região já foi próspera. A riqueza dos estancieiros financiou calçadas decoradas e os detalhes arquitetônicos como o que se vêem no belíssimo prédio do Teatro Guarany, um dos mais antigos do Brasil. A cidade, com perdão do chavão, é um museu a céu aberto.


Ainda se conserva muita memorabília ( e mágoa!) da fracassada luta pela independência, como a estátua sem cabeça aí. Era comum que os invasores destruissem objetos de arte como forma de humilhar ainda mais os derrotados.
E tem a praia. Isso: PRAIA. A Lagoa dos Patos não lembra em nada a canequinha entre a Borges de Medeiros e a Epitácio Pessoa. É horizonte, calçadão e água a perder de vista. O vento chega a fazer medo. Imagina o tal do Minuano soprando no inverno...

São Miguel das Missões guarda , nas ruínas jesuíticas mais um tesouro histórico. Custa muito ,mesmo para a uma cética assumida como eu, ficar iminue à energia e à espiritualidade que este lugar emana:

Do Chuí eu não tenho fotos porque ninguém é doido de abrir uma câmera digital no meio do vuco-vuco do Mercadão de Madureira, né?
Mas a lição é: nenhuma mocinha carente pode mesmo deixar o Rio Grande do Sul sem experimetar pegada de gaúcho. Não interessa onde!




















